A MÁSCARA CAIU
cronicasderadyr 22-04-2009 GTM 1 @ 07:48Segundo os presidentes dos conselhos Municipal e Nacional de Saúde, “é dinheiro suficiente para construir uma unidade de saúde bem aparelhada. E a própria administração tem gente capacitada para fazer esse tipo de trabalho, como os farmacêuticos, que são competentes”. Vê-se aí a razão de tanta celeuma, quando a própria prefeita afirma conhecer a empresa contratada. Isto se traduz como a velha e conhecida ação entre amigos.
Os sem dias, com S, desta administração se provam apenas falaciosos, como demonstraram cabalmente os ex-secretários de saúde e a secretária adjunta em recente entrevista à imprensa, quando anunciaram para espanto de muitos a existência de oito salas climatizadas com até 16 graus centígrados no almoxarifado de medicamentos, a aquisição dos aparelhos de ar condicionado necessários, a licitação para o rebaixamento do teto e o não recolhimento dos remédios vencidos por mais de um ano, que causou o acúmulo no estoque, que mesmo assim não encheria um caminhão baú.
Os sem dias, com S, da administração Micarla, que teve como bandeira de campanha a prioridade na saúde, completaram-se sem um titular na Secretaria de Saúde. Por sinal, o último convidado para o cargo, está envolvido com a Justiça por atos ilegais ao tempo que foi secretário de saúde no interior do Estado de São Paulo. O que mais podemos esperar?
Nada de bom, adianto. Enquanto a mídia registra que a prefeita passou o último fim de semana na Disneylândia, a mesma mídia nos dá conta que a dona de casa Ivoneide das Neves percorreu, na sexta-feira passada, quase quatro quilômetros, indo a quatro postos de saúde, na tentativa de encontrar um simples paracetamol para baixar a febre de seu filho de um ano e seis meses. Uma verdadeira via crucis.
A anunciada prioridade na saúde é tanta que Natal já perdeu 30 unidades do Programa Saúde da Mulher por falta de médicos. Enquanto isso, no chamado Hospital da Mulher (?), até hoje o centro cirúrgico não funciona, apesar de “inaugurado” pela atual administração com toda pompa. A Natal que eu conheço bem, que não se rende e não se vende, não pode assistir impassível a tanto descalabro. É tempo de reagir!
Autor: Carlos Eduardo

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